Nasci na ilha de Santa Catarina, chamada hoje de Florianópolis, mas que já foi Desterro e Meiembipe. Transito pelo universo artístico e acadêmico. Faço filmes, escrevo ensaios e poesias. Tanto minha pesquisa quanto minha produção audiovisual mergulham em questões sobre a memória e a montagem, noções/conceitos que são verdadeiros propulsores de imagem, linguagem e narrativa. Atrelado a isso, gosto de pensar sobre técnica e tecnologia e suas implicações éticas e estéticas.

Sou graduado em Comunicação Social com habilitação em Cinema e Vídeo (Unisul-2004). Meu trabalho de conclusão foi a realização do curta-metragem em 16mm Fantasmas, uma livre inspiração no livro de Paul Auster de mesmo nome. Também sou especialista em Pós-Produção Digital (UNTREF/A&T Lab, Buenos Aires 2010), mestre (2017) e doutor (2022) em Literatura pela Universidade de Federal de Santa Catarina. No mestrado pesquisei sobre a montagem de David Lynch e escrevi a dissertação Entre o saber e o não-saber: David Lynch e a experiência da montagem. No doutorado, escrevi a tese O gesto da montagem, ou As latências do pensamento, onde desenvolvi a hipótese de que a montagem é um gesto do pensamento que opera constantemente em uma constelação que abarca questões como o sentido, a memória, a técnica, o método, o arquivo, a comunicação. Recentemente (2026) conclui o estágio pós-doutoral na Universidade Federal do Paraná, no programa de pós-graduação em história sob a supervisão do professor Vinícius Nicastro Honesko. Durante esse período pesquisei sobre a contracultura e o neoliberalismo, tendo como ponto de partida as obras de Mark Fisher e Walter Benjamin.

Fui um dos fundadores da associação cultural O Mago Realizações, que durante o período de 2006 à 2014 produziu diversos filmes, além da Mostra Latino-americana de Animação A Caverna. Atualmente tenho uma produtora chamada Kairos, que produz e desenvolve projetos nas áreas de cinema, literatura, performance, teatro e educação. Meu mais novo filme é o longa-metragem O fio perdido, que foi contemplado no Prêmio Catarinense de Cinema e tem estreia prevista para outubro de 2026.